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 Restaurando a Verdade

   
             

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A INFÂNCIA DE JESUS 

  • Do Nascimento até a sua 1ª Visita ao Templo de Jerusalém


      Face a tantas dúvidas e controvérsias a respeito da vida de Jesus de Nazareth, principalmente no que diz respeito à sua infância, torna-se imprecindível uma intervenção cirúrgica em toda essa história para extirpar todo o mal que daí decorre,  todo equívoco, toda a fantasia, todo o erro que foram sendo cultivados ao longo do tempo desde a sua existência neste mundo por mentes fantasiosas de pessoas ou muito inocentes ou muito maldosas. Assim, a restauração da Verdade sobre a sua vida torna-se quase que obrigatória por parte daqueles que primam pela Verdade.

 

            Comecemos por aqui, então:

 

            Para muitos exegetas, a falta de informações sobre o período que vai desde o seu nascimento até os seus 13 anos é motivo de muito mistério e de muitas discussões e divagações que não fazem o menor sentido. Assim, pois, tentemos colocar os pingos nos ii.

 

            Jesus era o mais velho de sete irmãos: Efrain, o segundo; José, o terceiro; Elisabeth, a quarta; Andréa, a quinta; Ana, a sexta; e Tiago, o sétimo - o caçula.

 

            Seu nascimento foi o fruto do matrimônio contraído entre José e Maria. José era viúvo e já pai de cinco filhos quando se casou com Maria. Todavia, estes cinco filhos de José passaram à posteridade como primos de Jesus.

 

            José era um homem de uma honradez severa, de caráter violento e despótico, e não suportava com paciência a menor contrariedade, e a incapacidade de seu filho Jesus o irritava tanto quanto as travessura dos outros, que lhe davam muito trabalho. Só a doçura de Maria o desarmava.

 

            Maria era filha de Joaquim e de Ana, da cidade de Jericó, e tinha apenas um irmão chamado Tiago, que era dois anos mais moço que ela.

 

            José e Maria viviam em uma pequena casa em Nazareth. José era carpinteiro e Jesus tinha 23 anos quando José faleceu.

 

            Mas Jesus nasceu em Belém, por quê?  Porque seus pais precisaram ir a Belém para tratar de assuntos particulares e também por prazer, com o propósito de reatar relações comerciais e também para estreitar amizades.

 

            Os primeiros anos da vida de Jesus transcorreram como os de todos os filhos de operários remediados, e nada ofereceram como indício da grandeza de seu futuro destino.

 

            Jesus era de caráter tímido e inteligência limitada, tímido como os meninos educados com severidade e de limitadas faculdades intelectuais como todos aqueles cujo desenvolvimento intelectual se descuida. Para a sua família Jesus era um ser inofensivo, órfão de qualidades de valor, do que resultaram as primeiras contrariedades de sua existência e também as primeiras homenagens que tributou a Deus. Débil e pusilânime diante de seus pais, forte e animoso ante a ideia de Deus, o menino desparecia durante a prece para ceder seu lugar ao espírito, ardoroso e pronto ao sacrifício.

 

            Jesus dirigia-se a Deus com arrebatamentos de amor e repousava nos braços do desconhecido, da dupla fadiga imposta a seu físico débil e ao seu espírito rebelde. Da multiplicidade de suas práticas de devoção resultava naturalmente uma penosa confusão, que estabelecia, cada vez mais, a convicção de sua pobreza intelectual.

 

            Era costume dos habitantes de Nazareth e das outras pequenas cidades da Judéia, encaminharem-se para Jerusalém alguns dias antes da Páscoa, que se celebrava no mês de março. Os preparativos, de toda a classe, que se faziam, revelavam a importância que se atribuía a tal festa. Montões de gêneros se vendiam por essa ocasião e se combinavam diversas compras para trazer-se alguma coisa da grande cidade. Estando Jesus com 12 anos, teve que participar também da viagem anual de sua família conjuntamente com o primogênito de seus irmãos consaguíneos por parte de pai e que se chamava Jacó. Aqui, abrimos um parêntese para registrar uma informação importante, qual seja:  Jesus faz uma menção especial a Jacó, seu irmão mais velho por parte de pai.

 

               Jacó tinha 22 anos e Jesus 12. José havia manifestado sempre para este filho o mais vivo carinho, e os ciúmes oprimiam seu coração quando então se esquecia de reprmir essa vergonhosa paixão que queria apoderar-se dele. Jesus tinha sido privado das alegrias da infância devido a esta predileção paterna. Sua mãe se apercebia algumas vezes de seus sofrimentos, porém os cuidados que lhe exigiam uma numerosa família impediam-lhe fazer um estudo profundo de cada um dos seus membros. Mas a bondade de seu irmão mais velho teve a vantagem de destruir seus anteriores descontentamentos motivados pela diferença com que eram tratados por seu pai e a terna Maria se alegrava ao ver a intimidade deles entre si. A igualdade de gostos e de idéias os unia mais do que podia parecer à primeira vista, e se não houvera sido por suas preocupações religiosas, Jesus teria compreendido melhor a felicidade desta harmonia.

 

            Quando se encontravam sós, Jacó interrogou Jesus sobre suas impressões a respeito de seu primeiro dia em Jerusalém e passou em seguida a querer investigar seus pensamentos como era de costume. Desta vez, porém, causou-lhe um mau efeito o sermão que passou em Jesus, devido ao seu caráter retraído e pelo abuso que ele fazia da devoção que o arrastava ao esquecimento de seus deveres familiares. Jacó foi deitar-se irritado contra Jesus e no dia seguinte Jesus pediu que ele esquecesse seu descuido dos pequenos deveres em aras das elevadas aspirações de sua alma. Seu irmão demonstrou sua compaixão por Jesus e grossas lágrimas sulcaram-lhe a face. Jacó faleceu pouco tempo depois deste incidente – lembrança que comove muito a Jesus.

 

            Esta lembrança serve para que o leitor tenha uma justa idéia das aptidões de Jesus, e possa melhor aquilatar de certas coisas que de outro modo lhe pareceriam incríveis se não estivesse preparado para julgar com os elementos que estão em concordância com os desígnios de Deus.

 

            Então, partiram, Jesus, sua mãe e seus irmãos, com uma mulher também chamada Maria. José prometeu alcançá-los dois dias depois.

 

            Ao chegar em Jerusalém a impressões de Jesus foram de alegria, e sua mãe observou a feliz mudança que se havia operado em seu semblante. Hospedaram-se na casa de um amigo de seu pai, onde passaram o resto do dia. No dia seguinte, chegaram algumas pessoas que foram visita-los, entre as quais se encontrava José de Arimatéia. Ele, como amigo que era de José, depressa se familiarizou com todos. Rico, nobre e hebreu, Jose de Arimatéia se encvontrava por estas razões em contato tanto com os ricos como com os pobres e oprimidos da religião judaica. Falou dos costumes de Jerusalém, da  Sociedade preferida, dos sofrimentos do povo hebreu, e a doçura e naturalidade de sua linguagem eram tais que ninguém teria suspeitado a diferença de condição social  entre eles. José de Arimatéia despertou o desejo de Maria para o cultivo da inteligência de Jesus e perguntou a Jesus quais eram as suas aptidões e seus deveres habituais. A fantasia  das práticas religiosas de Jesus fê-lo sorrir, parecendo-lhe que sua inteligência se encontrava em tudo retardada, pelo que disse após:

 

            “Sê mais sóbrio em tuas práticas de devoção, filho meu, e aumenta teus conhecimentos para poderes converter-te em um bom defensor de nossa religião. Pratica a virtude sem ostentação, como também sem fraqueza, sem fanatismo e sem cobardia. Atira para bem longe de ti a ignorância; embelece teu espírito tal como o Deus de Israel manda, para compreenderes suas obras a para poderes avaliar sua misericórdia. Falarei com teu pai, filho meu, e desejo que todos os anos ele te mande aqui durante algum  tempo para estudares o comércio dos homens e as leis de Deus”.

(EM BREVE VOCÊ TERÁ A CONTINUAÇÃO DESTA HISTÓRIA.)

 POR FAVOR, AGURDE!

ESTAMOS TRABALHANDO.

 
   
   
   
   
   
   
   
   
 

 

   
   

 

 
 

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