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A seta poética
A poesia é uma coisa verde
é uma coisa vermelha
um espirito
que vai e que vem quando quer
e habita
e deixa rasto ou não,
é um sopro
um hálito
uma mão inspirada pelo nome,
é um coração insensato
uma linguagem verde
uma colher
ou se quiserem,
uma faca
e corta
e separa
e depois fica ou não.
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