Greta Benitez por

mim mesma, a própria...

 

 

 

 Sou uma garota assim, com idéias meio bizarras. Isso me levou a escrever, para dar algum tipo de forma às coisas que eu imaginava e arquivá-las fora da minha cabeça. Muitas pessoas me perguntam de onde eu tiro essas idéias. A resposta é simples: não sei. Mas posso dizer que minha poesia é fotográfica, visual. Combinações inusitadas de objetos e cores traduzidas em palavras de uma forma ritmada.

Esse meu gosto pelo estranho e obscuro me levou a abrir a percepção e me deu a liberdade necessária para ter idéias igualmente estranhas. Seguir um caminho próprio. Um dos meus objetivos na poesia é tentar escrever sobre o que todos conhecemos(ou talvez não) de uma maneira original. E de alguma forma, usar essa liberdade que as palavras propiciam para criar diferentes atmosferas e falar um pouco do meu mundo urbano, das minhas ruas estreitas, dos marinheiros , das mulheres impossíveis e outros cenários e criaturas que me habitam.

Muitas vezes o meu processo criativo é completamente inconsciente. Mas uso caminhos para chegar a esses locais "proibidos" onde moram as idéias. O primeiro deles(e acho que o mais importante) é estar atenta às minhas sensações. Estar sensível a tudo que me rodeia, desde a cor do sabonete até as reações e emoções das pessoas que convivem comigo. Estar atenta aos detalhes. Os ventos, as casas, as pessoas. E sentir o que eles transmitem.

A música também é fundamental na minha vida, pela carga de emoção que traz. Tanto a sensualidade do blues como a inocência de uma flauta, podem despertar muito dentro de uma pessoa. E isso aconteceu comigo. Tenho meus cd's preferidos como grandes amigos. Na verdade, todo o tipo de arte me interessa profundamente. Tive a sorte de ter tido acesso às artes desde muito cedo, por vir de uma família igualmente interessada em cultura e aberta ao novo. Isso me abriu caminho para aprender sobre o meu próprio gosto e ir procurar o que me agradava. É uma busca que não acaba nunca, felizmente. Adoro saber que sempre haverá um novo(pode ser até antigo, mas que eu ainda não conheça) disco, um novo poeta, um novo pintor a ser descoberto.

Nasci nos anos setenta (em Curitiba-Pr, onde ainda moro) e comecei a escrever muito cedo. Hoje, formada em publicidade e pós-graduada em marketing, posso dizer que gosto da minha profissão, escrever textos aplicados. Mas a poesia e prosa sempre serão essenciais para o exercício da liberdade total. Estou feliz que vocês estejam comigo como companheiros nesse navio.

 

Tire a mordaça. Clique aqui, fale comigo....  

 

 
 
     
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