As águas que rolam nos rios, nas margens se deixam ficar...
Molhando os caminhos que beiram as margens
Transformam areia sequinha em argila, que mãos especiais inda hão de moldar.
E fazem-se telhas, moldam-se vasos, que neles as flores se vão descansar.
Enfeitam altares, alegram os lares e murcham...
Despejam-se as águas na terra, as flores na mata que ao pó voltará.
Feita a função das águas, das mãos, das flores, dos jarros,
Retornam ao chão, onde devem ficar...
E são então...comidas de bichos pequenos, o húmus das plantas, o simples passar.
As águas dos rios umedecem as margens...estão onde sempre se devem deixar.
(primavera de 99)