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16 de agosto de 2000

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Corpo de Evidências Mostra que 
o Sudário de Turim É uma Farsa
 

Amherst, NY (16 de agosto de 2000) -- O Sudário de Turim foi aberto para uma rara visitação pública de dois meses no sábado, 12 de agosto, em Turim, Itália. O arcebispo Severino Poletto assegurou aos repórteres que "a igreja não está com medo da ciência." Ele e os outros guardiões do sudário disseram que estão abertos a um reexame científico do tecido. Mas algum teste colocará um fim à disputa sobre a história do sudário? A maioria dos pesquisadores estão ansiosos para testar hipóteses que se concentram em um aspecto limitado do sudário. Uma delas promove a evidência do pólen, outras questionam a datação com o radiocarbono, uma terceira procura por provas na tecelagem do tecido. 

Joe Nickell, Pesquisador Sênior do Committee for the Scientific Investigation of Claims of the Paranormal (CSICOP) [Comitê para Investigação Científica das Alegações do Paranormal] aponta que mesmo testes definitivos são vulneráveis a disputas sectárias. Os cientistas insistem que a datação com radiocarbono de 1988 -- realizada em três laboratórios independentes -- demonstrou de uma vez por todas que o sudário é uma farsa do século XIV.  Entretanto, aqueles que têm a esperança de reforçar a alegação de autenticidade do tecido têm sugerido que bactérias ou que queimaduras do incêndio de 1532 podem ter contaminado a amostra. 

Nickell acredita que examinar a preponderância da evidência e demonstrar como cada peça sustenta a outra torna o caso mais sólido. Ele empregou este método em sua pesquisa e está convencido que o sudário é realmente uma falsificação medieval. Nickell é autor de Inquest on the Shroud of Turin [Investigação do Sudário de Turim] (Prometheus, 1998) -- um estudo que se baseia na evidência dos próprios documentos da Igreja Católica e da narrativa do evangelho de São João, além da evidência científica "forte" da análise química, microscópica e do radiocarbono. Para Nickell, os achados documentais e forenses corroboram um ao outro e apontam para uma resposta. "A preponderância da evidência", disse Nickell "leva a conclusão de que o sudário é o trabalho de um artesão medieval." 

Os registros do sudário de Turim começaram abruptamente no século XIV A.D. O documento mais antigo é o relato de um bispo ao Papa Clemente VII, datado de 1389. O relato declarava que o tecido fora criado como parte de um esquema de cura pela fé, "a verdade sendo confirmada pelo artista que o tinha pintado." 

Amostras do que era alegado ser sangue falharam em uma bateria de testes em 1973. No final dos anos 70, o microanalista forense Walter McCrone, um especialista em examinar a autenticidade de documentos e quadros [pinturas], identificou o "sangue" do sudário como as tintas vermelho ocre e vermelhão tempera, e concluiu que toda a imagem fora pintada. 

A datação do sudário com carbono em 1988 -- conduzida por laboratórios em Zuriquee, Suíça; Oxford, Inglaterra e pela Universidade do Arizona, EUA -- trouxe resultados próximos, dando uma data limite de 1260-1390 A.D. Este limite coincide com a confissão de falsificação no relato ao Papa Clemente. Alegações de que a datação com carbono foi imperfeita ignora o fato de que o sudário teria que ser contaminado com duas vezes o seu próprio peso com material contaminante para retroceder a idade do tecido para o primeiro século A.D.

Finalmente, o sudário de Turim contradiz a narrativa do sepultamento de Jesus no Evangelho de João. No Novo Testamento grego, é dito que Jesus teria sido envolto em faixas de othonia de linho, não um lençol de linho bruto (João 19:40 e 20:6-7). João também diz que o corpo de Jesus foi sepultado em uma grande quantidade de aloés e mirra: nenhum traço destas plantas foi encontrado no sudário. 

"Os defensores do sudário tipicamente iniciam com sua conclusão desejada e trabalham retrogradamente à evidência; a ciência começa com a evidência e avança em direção a uma conclusão," disse Nickell. Juntos, os fatos corroboram um ao outro em rejeitar a alegação de que o sudário data à época de Jesus.

Joe Nickell, Ph.D., é Pesquisador Sênior do CSICOP e um especialista no Sudário de Turim. Ele é autor de Inquest on the Shroud of Turin (Prometheus 1983, 1998) e numerosos artigos, incluindo "Blooming 'Shroud'  Claims" (Skeptical Inquirer, Nov./Dez. 1999) e "Pollens on the 'Shroud': A Study in Deception" (Skeptical Inquirer -- Verão de 1994).

O Committee for the Scientific Investigation of Claims of the Paranormal (CSICOP) é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1976 pelo Dr. Paul Kurtz, professor emérito da Universidade Estadual de Nova York em Búfalo, EUA. A missão do CSICOP é promover o exame científico e crítico das alegações paranormais e pseudocientíficas e disseminar informações reais e científicas com respeito a estas alegações para a mídia e o público. Skeptical Inquirer é o periódico oficial do CSICOP. A mídia interessada pode pedir cópias da Skeptical Inquirer contatando Kevin Christopher em SIKevinC@aol.com ou (716) 636-1425 ext. 224 [nos EUA].

 

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