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Agosto de 2001

 
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Por Que os Criacionistas Insistem
 Quanto a uma Terra Jovem?

de Lenny Flank
© 1995

A moderna ciência da geologia nos diz que o planeta terra tem aproximadamente 4,5 bilhões de anos de idade, enquanto que a ciência da astronomia conclui que o próprio universo tem cerca de dez a quinze bilhões de anos. Os "cientistas" da criação da ala terra-jovem, entretanto, rejeitam essas conclusões, e asseguram no lugar que o universo (e a terra junto com ele), tem apenas entre 6.000 e 10.000 anos de idade -- um ponto de vista que não é sustentado por um cientista de qualquer reputação por mais de 150 anos. 

Embora os criacionistas tentem justificar esse dado usando dados científicos, seus trabalhos tornam aparente que eles preferem uma terra jovem devido a fatores religiosos, não por causa de qualquer evidência científica. Henry Morris, por exemplo, aponta, "Embora o modelo da criação não esteja necessariamente ligado a uma escala curta de tempo, como o modelo da evolução está a uma escala longa, é verdade que ele se encaixa mais naturalmente em uma cronologia curta. Assumindo que o Criador tinha um propósito em Sua criação, e que este propósito estava centrado principalmente no homem, parece bem mais apropriado que Ele não desperdiçasse grandes períodos de tempo em um zelo essencialmente inexpressivo de um estágio ou estágios incompletos de Sua pretendida obra da criação". (Morris, Scientific Creationism, 1974, p. 136). Afirmações quanto ao "propósito" e "intenção" do Criador não têm nenhum significado científico qualquer que seja, mas elas têm significados religiosos particulares para os criacionistas. Morris chega a dizer, "Não há nenhuma maneira confiável (exceto pela revelação divina) de se saber a idade verdadeira de qualquer formação geológica." (Morris, Scientific Creationism, 1974, pp. 137-138) E em caso de não entendermos o argumento, Morris explicitamente declara: "A única maneira de podermos determinar a verdadeira idade da terra é através de Deus nos dizendo qual é. E uma vez que Ele nos disse, muito claramente, nas Sagradas Escrituras que ela tem milhares de anos de idade, e não mais, isso deve resolver todas as questões básicas da cronologia terrestre." (Morris, 1972, p. 94)

Durante o julgamento do Arkansas, Harold Coffin, um membro da Creation Research Society de Loma Linda University, foi indagado quanto ao sítio fóssil de Burgess Shale, que fora datado do período cambriano inicial: 

P: "É dito que o Burgess Shale possui 500 milhões de anos, mas você acha que ele tem apenas 5000 anos, não acha?

COFFIN: Sim.

P: Você diz isto por causa das informações das Escrituras, não diz?

COFFIN: Correto.

P: Se você não tivesse a Bíblia, você poderia acreditar que a idade da terra é de muitos milhões de anos, não poderia?

COFFIN: Sim, sem a Bíblia." (Transcrição do Julgamento, McLean vs. Arkansas, citado in Berra, 1990, p. 135)

Duane Gish também faz os preconceitos religiosos dos criacionistas ficando aparente quando ele escreve, "As genealogias listadas no Gênesis e em outros lugares da Bíblia, acredita-se, restringiriam a época da criação para algum lugar entre seis mil e cerca de dez mil anos atrás." (Gish, 1972, General Edition, p. 60)

Os esforços criacionistas para demonstrar uma terra jovem são, desse modo, nada mais que um resultado direto de seus esforços religiosos para mostrar que sua interpretação literalista da Bíblia está correta.


Publicado em: 28/07/01
Tradução: Gilson C. Santos
Texto original em: http://geocities.com/lflank/ageearth.htm

 

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