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Agosto de 2001

 
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 T�ticas dos Criacionistas nos Comit�s Estaduais de Livros-Texto

por Lenny Flank

Historicamente, esta tem sido uma das t�ticas mais bem sucedidas dos criacionistas. A id�ia aqui � influenciar o tratamento da evolu��o nos livros de texto [manuais escolares] de biologia, certificando-se que o assunto s� � mencionado brevemente ou nem sequer � mencionado de todo. Dorothy Nelkin descreve como funciona esta t�tica:

"Vinte e dois estados, incluindo Texas e Calif�rnia (os maiores consumidores de livros de texto), tomam grandes decis�es educacionais atrav�s de diretorias estaduais escolares centralizadas e comiss�es de livros de texto. Estas s�o compostas por professores e leigos, muitas vezes designados politicamente. As comiss�es re�nem-se em cada cinco ou seis anos para selecionar livros de texto em v�rias �reas de assuntos para a diretoria estadual de educa��o. Embora distritos escolares locais possam usar livros de texto que n�o aparecem na lista, h� incentivos financeiros para encomendar livros de texto aprovados pelo estado, pois geralmente estes s�o os �nicos livros subsidiados. Assim, torna-se extremamente importante para os editores terem os seus livros nestas listas, especialmente nos estados mais populosos. As recomenda��es do estado tamb�m influenciam as pol�ticas gerais dos editores de livros de texto, que normalmente n�o imprimem edi��es separadas para cada estado. Uma decis�o na Calif�rnia ou no Texas pode ter repercuss�es em toda a ind�stria, afetando as caracter�sticas do tipo de livros dispon�veis em todo o pa�s. Por isso, os que est�o de olho nos livros de texto dirigem muita da sua energia para as diretorias de educa��o estaduais e comit�s de curr�culo, esperando influenciar as listas de livros de texto aprovados pelo estado." (Nelkin, 1982, pp. 93-94)

O esfor�o criacionista para influenciar os comit�s estaduais de livros de texto normalmente concentra-se num punhado de estados grandes, onde os criacionistas podem obter o m�ximo efeito em troca de um gasto m�nimo de dinheiro e esfor�o. O estado da Calif�rnia sozinho, por exemplo, � respons�vel por mais de dez porcento de todo o dinheiro gasto em livros de texto nos Estados Unidos. Outro estado grande, o Texas, tradicionalmente tem sido simp�tico para os criacionistas (em 1994 o Partido Republicano no Texas adotou um programa pol�tico advogando o ensino do criacionismo nas escolas), e tamb�m � respons�vel por uma larga por��o do mercado de livros de texto. Nestes dois estados os criacionistas tentam ganhar uma maioria nos comit�s de sele��o de livros de texto para poderem influenciar o conte�do de livros de texto de biologia.

Ao pressionarem estes grandes mercados para expurgar ou limitar a men��o de evolu��o nos livros de texto, os criacionistas esperam influenciar os livros de texto que tamb�m s�o disponibilizados em outros estados. E esses esfor�os parecem ter sido, pelo menos em parte, bem sucedidos. No fim da d�cada de 1970, quando os criacionistas estavam a tentar pressionar o comit� de educa��o do estado da Calif�rnia para ordenar "tratamento igual" � "ci�ncia" da cria��o, o livro de texto de biologia mais amplamente usado no estado (e tamb�m no resto do pa�s), Biology: Living Systems [Biologia: Sistemas Vivos], diminuiu o n�mero de entradas no �ndice sob o tema "evolu��o" de 17 linhas de refer�ncias em 1973 para apenas 3 linhas em 1979.

O interesse do editor do livro de texto � econ�mico (afinal, � muito menos dispendioso para os editores produzirem uma �nica vers�o "segura" para uso em todo o pa�s em vez de uma vers�o sem evolu��o para uso naqueles estados que rejeitaram esses textos, e uma vers�o separada, incluindo evolu��o, para os outros estados). Alguns editores que se submeteram a este tipo de press�o criacionista procuraram justificar isto tentando soar como tendo mente aberta. Louis Arnold, o editor s�nior de ci�ncia da Prentice-Hall, observou em 1980: "N�s n�o advogamos a id�ia da cria��o cient�fica, mas sentimos que temos de representar outros pontos de vista." (Godfrey, 1983, p. 25) Outros editores foram mais francos sobre as suas motiva��es: "A cria��o n�o tem lugar em livros de biologia", observou um editor, "mas afinal n�s estamos no neg�cio da venda de livros de texto." (Nelkin, 1982, p. 154)

Al�m de tentarem pressionar os principais editores de textos de ci�ncia para modificarem ou reduzirem o tratamento que d�o � evolu��o (e talvez acrescentar algum material sobre "ci�ncia" da cria��o), os criacionistas tamb�m produziram ativamente livros de texto deles pr�prios e tentaram pressionar diretorias escolares estaduais para aprovarem o uso desses livros. O livro Scientific Creationism [Criacionismo Cient�fico] de Henry Morris foi originalmente escrito para uso nas salas de aula de biologia das escolas p�blicas, tal como o livro Evolution? The Fossils Say No! [Evolu��o? Os F�sseis Dizem N�o!] de Duane Gish. No entanto, nenhum destes livros foi amplamente adotado pois est�o repletos de refer�ncias religiosas e s�o constitucionalmente inaceit�veis. Para responder a isto, os criacionistas produziram novos textos que, dizem eles, est�o livres dessas refer�ncias religiosas e s�o apropriados para uso nas salas de aula das escolas p�blicas. Dois destes livros s�o Biology: A Search for Order in Complexity [Biologia: Uma Busca de Ordem na Complexidade], produzido pelo Creation Science Research Center [Centro de Investiga��o da Ci�ncia da Cria��o], e Of Pandas and People: The Central Question of Biological Origins [Sobre Pandas e Pessoas: A Quest�o Central das Origens Biol�gicas], produzido pela Foundation for Thought and Ethics [Funda��o para Pensamento e �tica].

No fim da d�cada de 1980, o estado do Texas ordenou que todos os livros de texto de biologia inclu�ssem uma declara��o dizendo que a ci�ncia evolucion�ria era "apenas uma teoria" e "n�o � um fato estabelecido". (Esta provis�o foi retirada em 1990.) No entanto, apensar desta vit�ria simb�lica, os esfor�os para conseguir que livros de texto criacionistas sejam adotados por comit�s de educa��o estaduais n�o t�m tido grande sucesso. (Os criacionistas em 1995 conseguiram convencer a diretoria escolar estadual de Alabama a incluir uma declara��o em todos os livros de texto de biologia dizendo que a evolu��o � uma "teoria controversa", e enumerando todos os argumentos criacionistas costumeiros contra a evolu��o (ICR Acts and Facts, janeiro de 1995, p. 4), mas � duvidoso que esta pol�tica sobreviva se for desafiada em tribunal.) O livro do CSRC foi aprovado pelo estado de Indiana em meados da d�cada de 1970, mas foi removido em 1977 depois do Supremo Tribunal do Estado ter decidido que esse livro avan�ava cren�as religiosas e por essa raz�o era inconstitucional. Em 1989, uma campanha de igreja em Alabama reuniu mais de 11.800 assinaturas numa peti��o para colocar o livro Of Pandas and People na lista dos livros de texto aprovados, mas a diretoria do estado recusou-se a conceder a aprova��o, citando o enquadramento religioso do livro. No in�cio da d�cada de 1990, tanto o estado de Idaho como o de Alabama consideraram a hip�tese de colocar o livro Pandas nas suas listas aprovadas, mas recusaram-no. Em 1995, nenhum livro de texto produzido por criacionistas estava na lista aprovada em qualquer estado.

Contudo, isto n�o impede os criacionistas de continuarem os seus esfor�os para introduzir os seus livros de texto nas escolas p�blicas.

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Publicado em: 2001-08-
25
Tradu��o: Jo�o Rodrigues
Texto original em: http://geocities.com/lflank/textbrds.htm

 

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